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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» ARTESANATO >> “Artesanato – as marcas de um povo” - Croças Pub
Pub Artesanato no distrito de Vila Real  
 


Croças

Croças, capas feitas de colmo ou junco, usadas por camponeses e pastores, para resguardo da chuva e do frio.

A parte nordeste do distrito de Vila Real assume uma tipicidade de clima bastante acentuada, as temperaturas atingem valores, ora muito altos, ora muito baixos. Diz a boca do povo – “três meses de Inferno, nove meses de Inverno”. Muito especialmente os meses de Inverno, exigem aos autóctones uma forte capacidade de resistência e adaptação ao meio.

Assim, é desse mesmo meio que retiram, de forma natural, o que a terra produz e transformam-no em vestuário. Estamos a falar do junco, planta espontânea que, uma vez apanhada, malhada, molhada e seca, entrelaçada e moldada à forma e tamanho desejado, faz nascer a capa típica do nordeste transmontano.

A croça assume-se como verdadeiro abrigo de quem tem de enfrentar as intempéries e o trabalho do dia a dia, de um povo corajoso, de uma terra rude e única.

O engenho de um povo é tão acentuado que adopta também as chamadas polainas, resguardo da perna e da parte superior do calçado, manufacturadas segundo o mesmo processo das croças. 

A Croceira>>>
 

Fonte: Guia “Artes e Ofícios Tradicionais do distrito de Vila Real” – 1999 – NERVIR

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