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«Noite tradicionalmente
fria, árvores descarnadas erguendo os braços para o céu,
campos desertos, caminhos sem viandantes, a véspera de
Natal tem não sei quê de unção, de poesia, que a todos,
cristãos e ateus, crentes e livres-pensadores, faz
reunir, vindos das maiores distâncias, no aconchego e
convívio santo da família.
E, o nosso, povo,
mantenedor fiel de velhas e lindas tradições, para que
não tenham frio mesmo os mais pobrezinhos, vai ainda
hoje colocar no adro da igreja grandes troncos de
árvores que, em honra do Menino, arderão e morrerão em
vivo braseiro durante toda a noite e dia de Natal.»
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