[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub  
   
»» Festas e Romarias Pub
Pub    
 

Festa do Divino Espírito Santo
Açores

O culto do Espírito Santo remonta ao tempo de D.Dinis e da Rainha Santa Isabel. Quase desaparecido do continente – com as excepções de Penedo (Sintra) e da Festa dos Tabuleiros (Tomar) -, mantém-se vivo nos Açores, em especial na Ilha Terceira (mas também com muita força ainda nas de São Miguel, Santa Maria, Pico e Flores). A emigração açoriana levou-o a locais tão afastados como o Hawai ou o Brasil

É uma tradição colectiva e caritativa, de inspiração franciscana. O culto dignifica e autonomiza uma das Pessoas da Santíssima Trindade, o Espírito Santo, associando-lhe a celebração da fertilidade da terra (talvez inspirada em ritos pré-cristãos) e a exaltação da fraternidade (concretizada na partilha do bodo).

Na Páscoa partilha-se o bodo com os mais necessitados. Esta é a essência das Festas do Divino Espírito Santo. No Domingo da Trindade sorteiam-se entre os irmãos de cada confraria os mordomos do ano seguinte. O escolhido deverá guardar em sua casa, em lugar de honra e destaque, as insígnias do Espírito Santo até ao ano seguinte. Na Pascoela começam os balhos e arma-se o trono do Espírito Santo. Na igreja da freguesia é coroado o imperador, geralmente uma criança, que deverá levar a coroa e o ceptro até casa doutro mordomo que as deverá guardar durante uma semana e assim sucessivamente, passando as insígnias de mordomo em mordomo até ao dia da festa, em Maio, quando passarão a estar expostas no império da confraria (pequeno edifício religioso, o mais das vezes parecendo uma capelinha em miniatura, uma das originalidades da arquitectura popular açoriana).

Durante a festa, a carne das reses oferecidas em cumprimento de promessas é confeccionada nos talhos (cozinhas construídas ao lado dos impérios), depois servida com o pão, a massa sovada e o vinho de cheiro. O bodo é acompanhado por cantares e folias diversas. Nalgumas freguesias rurais, sobretudo da Terceira, realizam-se as touradas à corda.

As festas tendem actualmente a prolongar-se desde o Pentecostes até ao final do Verão, de forma a aproveitar a chegada dos emigrantes açorianos em férias.

Se do ponto de vista religioso a grande festa dos Açores é o Senhor Santo Cristo (no quinto Domingo após a Páscoa), são estas múltiplas festas do Espírito santo que conferem à região personalidade etnográfica.

Fonte: In GUIA Expresso “O melhor de Portugal” – 12 – Festas, Feiras, Romarias, Rituais

Voltar para Menu das Festas e Romarias>>>>>

Também poderá gostar de ler...
» Romaria de S. João d'Arga
Caminha - Viana do Castelo
» Festa das Fogaceiras
Sta Maria da Feira
» Romaria de Nossa Senhora dos Remédios
Lamego
» Festa dos Tabuleiros
Tomar
» Festa das Flores (dos Artistas ou do Povo)
Campo Maior
  Gosta da página? Partilhe!

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster