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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» Festas e Romarias >> Romaria à Senhora de Mércules - Castelo Branco Pub
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Há 100 anos na Senhora de Mércules
(2º Domingo depois da Páscoa)


Há precisamente cem anos, exactamente por esta altura do mês, teve lugar a tradicional romaria em Honra de Nossa Senhora de Mércules.

Romaria profundamente arreigada na alma dos albicastrenses, perde-se na memória dos tempos, a devoção que por Ela sempre têm mantido.

Nesse tempo, os devotos ou iam a pé, que era o mais usual e fazia parte da tradição, ou então, aqueles que podiam, iam em carruagens ou em carros puxados por cavalos ou muares.

 

Levavam as suas merendas, e, obrigatoriamente, como era um velho costume, coziam lá o feijão pequeno (hoje poucos o fazem), não existindo o comércio, melhor dizendo, a feira e divertimentos que com o decorrer do tempo foi surgindo. Aliada à parte pagã, havia nesse tempo, estamos certos disso, uma maior participação religiosa. Hoje, muitos, vão apenas e exclusivamente “à festa”, não indo sequer visitar a Senhora.

A afluência à romaria sempre foi grande, e já então as autoridades se preocupavam com a circulação e a segurança dos romeiros. A atestá-lo, está o edital do Governo Civil do Distrito de Castelo Branco, que se não é inédito, será, certamente, conhecido apenas de um número reduzido de pessoas. Para que não se perca, aqui fica transcrito nas colunas do Reconquista, para que a história perdure.

Joze Ribeiro Cardoso, Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, e Governador Civil substituto d’este Districto em exercicio por Sua Ma-gestade Fidelissima, etc.

Devendo realisar-se nos dias 24, 25 e 26 do corrente a romaria da Senhora de Mercules nos suburbios d’esta cidade, e sendo conveniente acautelar e prevenir os perigos, que podem resultar da accumulação de vehiculos na estrada que d’esta cidade conduz ao local da capella, determino no uso da faculdade, que me confere o artº. 251, nº. 1, do codigo administrativo e de conformidade com o disposto no artº. 53 do regulammento de 3 de Outubro de 1901, que se observem as seguintes providencias:

1ª. É absolutamente prohibido o transito de automoveis e motocicles na estrada referida e nos dias acima designados.

2ª. As carruagens, e outros vehiculos tirados a cavallos, eguas ou muares destinados ao transporte de passageiros deverão seguir tanto na ida para o local da romaria como na volta para a cidade de modo que os conductores deem sempre a direita ao eixo da estrada, e a passo ou trote curto.

3ª. Os conductores de vehiculos usarão d’uma cornêta d’aviso e deverão condusir os passageiros até ao local que indicarem os annuncios dos proprietarios ou empresarios dos respectivos vehiculos, não podendo todavia ultrapassar a casa da quinta denominada de Mercules.

4: Os vehiculos não poderão estacionar durante o trajecto senão o tempo indispensavel para a entrada ou sahida de passageiros, e não serão admitidos n’elles mais pessoas do que os logares da sua lotação.

5ª. São applicaveis aos serviços de vehiculos, alem d’estas disposições as consignadas no respectivo regulamento.

6ª. Os preços das carreiras serão collocados n’um cartão na parte exterior e por cima da entrada dos vehiculos, em algarismos bem legiveis.

7ª. Os transeuntes cumprirão as ordens que receberem das auctoridades policial, administrativa ou militar, tendentes a garantir a ordem e segurança publica.

8ª. Os transgressores serão autuados e processados como desobedientes aos mandados da auctoridade

O Commissario de policia civil d’este Districto por si e pelos seus subordinados, vigiará pelo exacto cumprimento d’estas determinações.

Para constar mandei passar este edital e outros de egual theor que serão devidamente affixados nos logares publicos do estilo.

Dado e passado no Governo Civil d’este Districto e sellado com o sello em branco d’este mesmo Governo Civil aos 20 de Abril de 1909. (Joze Ribeiro Cardoso)

Assim termina o documento que impunha as regras de orientação de todos os veículos.

Arnel Afonso

Fonte

 
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