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»» Lendas >> Lenda de Santa Comba (Santa Comba - Ponte de Lima) Pub
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Lenda de Santa Comba (1)

«Ora um dia sucedeu passar pela ermida de Santa Comba um moço peregrino que se destinava a Santiago de Compostela, onde ia implorar o santo galego, de grande nomeada em terras de entre Douro e Minho.

A sua confessada, a prometida noiva, linda como os amores, adoecera repentinamente de misteriosa doença, e toda se definhava, coitadinha da pobre, sem vida nos olhos, que dantes eram como dois carbúnculos, sem alegria nos lábios, que dantes causavam a inveja dos rouxinóis.

E o namorado mancebo, pobrezinho de Cristo, pôs-se a caminho, cheio de fé num milagre, confiante no grande prestígio de Santiago.

Levava a escarcela vazia, e, por único recurso, para a longa caminhada através dos montes do Minho, a sua rabeca, primitivo instrumento de que fazia brotar sentidas melodias nos lugarejos que transitava...

E nunca lhe faltou pão nem pousada, e através montes e vales, foi seguindo sua romagem piedosa...

Já tinha caminhado sete dias e sete noites, quando se lhe deparou, junto do Lima, ensombreada por castanheiras seculares, a ermidinha de Santa Comba.

Nunca seus olhos haviam contemplado tamanha maravilha, madona de tanta riqueza e brilho!

Ficou como absorto, ficou fascinado. Involuntariamente, caiu de joelhos, em prece piedosa, com todo o fervor da sua alma de crente.

E a imagem da santa não foi insensível à sua oração... Comoveu-a a candura do moço namorado. Descerrando os lábios, num murmúrio doce, muito doce, interrogou:

- Que dor vos alanceia? Que sofrimento é o vosso, moço peregrino?

Entre soluços, o pobrezinho contou à santa as suas desditas, e o que o levava, cheio de esperanças, a Compostela.

- Podeis retroceder.. Vossa noiva é curada... A vossa ardente fé é digna desse prémio... Podeis voltar atrás!

Rindo e chorando, não cabendo em si de contentamento, e não sabendo como agradecer tão grande milagre, o peregrino pegou da rabeca, e fez ouvir uma canção plangente, repassada de sentimento, triste, muito triste...

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Fonte: Delfim Guimarães, Santa Comba, in In Memoríam de Delfim Guimarães, 1872-1933, 1934

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