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Lenda dos Três Penedos

«Há muito, muito tempo, um homem do lugar de Sangens, da freguesia do Bárrio, resolveu ir para o Brasil, como era costume naquele tempo. Deixou mulher e filhos e breve lá chegou.

Passados anos, começaram as saudades a apertar.

Num belo dia, abordou-o um misterioso homem que lhe perguntou:
- Tu és de Sangens? Do Bárrio?
E o nosso homem respondeu:
- Sou sim senhor!
- Pois bem, vou dizer-te uma coisa muito triste para ti. A tua mulher atraiçoou-te. É uma esposa infiel.

O nosso homem quase caiu sem sentidos. O outro, vendo-o assim, diz:
- Não te atrapalhes! Eu levo-te lá em pouco tempo, e assim, poderás vingar-te! Em troca do meu trabalho dar-me-ás a tua filha mais velha.
O homem respondeu:
- Está bem!
O homem misterioso ordenou-lhe:
- Monta nas minhas costas!
Ele assim fez. Em pouco tempo estavam em Sangens.

Ao chegarem, o nosso homem tomou primeiro informações com os filhos e vizinhos. Todos disseram que aquilo era mentira. Mas o homem misterioso agarrou a filha, que ele tinha na menina dos olhos, carregou com ela até aos penedos de Penouços, que são três grandes penedos encostados uns aos outros e entre eles há uma espécie de gruta. Num desses penedos há também uma cruz,  gravada na pedra pela Natureza.

Ao ver tal coisa, o homem misterioso largou a menina que ficou imóvel como uma estátua. Fugiu até ao Poço do Espigão ou Caldeirão, que outros lhe chamam o Poço do Diabo. Souberam que ele foi para lá porque pelo caminho por onde passou, deixou tudo queimado.

A menina depois de muito a procurarem, pais e padrinhos, foram encontrá-la nos referidos penedos. Fizeram uma grande festa, como não podia deixar de ser.

Os penedos ainda existem no lugar de Sangens.»
 

Fonte: Catarina Adelaide da Silva Amorim - 4º ano - Escola Primária de Bárrio.
Ecos do Passado / N.A.P./P.I.P.S.E - 1992

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