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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Ao galo e à galinha

Eu estava na cozinha,
A fazer o pão-de-ló,
E o galo da vizinha,
A fazer có-có-ri-có.

***
A minha galinha pinta
Põe três ovos num só dia.
Se ela me pusesse quatro,
Que dinheiro não faria!
Já me davam pela crista
Uma vaquinha mourisca.
Já me davam pela cabeça
Uma vaquinha moiresca.
Já me davam pela moela
Uma vaquinha amarela.
Já me davam pelas penas
Duas vaquinhas morenas.
Já me davam pelo rabo
Um cavalinho enfeitado.

***
Uma tenho uma galinha pinta
Que põe três ovos ò dia.
Se ela me pusesse quatro,
Inda muito mais valia.
Já me davam pelas tripas
Uma feixada de fitas.
Já me davam pelas asas
Uma aldeia com dez casas.
Já me davam pela língua.
A cidade de Coimbra.
Já me davam pelas pernas
Umas meias amarelas.
Já me davam pelo corpo
Toda a cidade do Porto.
Galinha que vale tanto
Das pernas até ao osso
Não vai parar ao convento:
Vou comê-la ao almoço

***
Eu tinha uma pita pinta,
Punha três ovos ao dia.
Se ela me pusesse quatro,
Melhor conta me fazia.
Já me davam pelo bico
A quinta do Arcebispo.
Já me davam p’la goela
Quatro burros sem costela.
Já me davam pelo lombo
Quatro canastras de congro.
Já me davam pelo rabo
Sete mil e um cruzado.
Já me davam pelas tripas
Quatro varas de fitas.
Já me davam pelas pernas
Umas meias amarelas.
Já me davam pelo cu
A quinta do Barzabu.

 
in Literatura Popular de Trás-os-Montes e Alto Douro, Joaquim Alves Ferreira, IV Volume, 1999


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