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(Continuação...)
Rapazes, quando eu morrer,
Levai-me devagarinho,
Na campa deitai-me água,
Por cima deitai-me vinho.
(Penafiel)
Vem cá, meu vinhinho fusco,
Q’eu sou o home que te busco,
Criado na cepa torta
Salto de pulga,
Orelha de lebre,
Bebe, home, que te alegre!
(Marco de Canaveses)
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Esta ramada tem uvas,
Quem tem uvas, tem que dar:
Bem podias tu, menina,
De soldado me livrar.
(Mesão Frio)
Não corte’lo gacho branco
Da videira granjeal,
Não contes os teus segredos
Nem à amiga mais leal.
(Mesão Frio)
Videirinha do enleio
Que enleaste o perdido:
Bem enleadinho ando
Meu amor, para contigo.
(Mesão Frio)
O elo da videirinha
Está sujeito à prisão:
Também m’eu assujeitei
A amá’lo teu coração.
(Mesão Frio)
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