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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» MEDICINA POPULAR >> As "crendices" das ervas Pub
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"Mau olhado e inveja"

Para combater o mau olhado e a inveja nas pessoas, faça fumaças de palhas alhos, arruda e erva da inveja ou congossa, levando as cinzas num farrapo a uma encruzilhada à meia-noite, quando trovejar; se não resultar, ir ao cemitério, trazer um torrão onde se tenha assentado o pé direito e colocar terra em cima de um ramo de sabugueiro, com água de nove fontes, de nove ribeiros e erva de nove terrenos...

"Um ar mau"

Doença que, segundo o povo, se revela por dores fortes de cabeça, arrepios e mesmo febre.

Cura: usar fumos de sementes de nabiça, três areias de sal, três folhas de oliveiras bentas no Domingo de Ramos, três raminhos de alecrim, também bentos, três gotas de azeite e três brasas vivas; a pessoa com este mal deve apanhar o fumo que dali sair passando por ele em cruz.

"Para evitar pesadelos"

Colocar um ou dois pés de alecrim debaixo da almofada que introduzirão ao sono e evitarão pesadelos.

 
"Para a opilação"

Comer caldos de funchos, espargos-bravos, erva molirinha e serradela. E só beber água de agrimónia, lamegueira e raiz de funcho.

 
"Remédio para a dor de cabeça"

Alecrim, rosmaninho, arruda, politária, aipo, mentrastos e segurelha; - tudo muito bem pisado e colocado na "cova do ladrão", ao deitar da cama - e diz-se:
Com Deus me deito,
aqui neste leito.
Deito-me doente
e levanto-me escorreito,
em louvor de Sta Maria,
Paz téco aleleuia.
Amén

 
"Remédio para a espinhela caída"

Uma benzedura feita com um ramo de murta.

 
"Para a moça fazer andar o rapaz sempre à cordinha, até que se resolva casar com ela"

Trazer numa bolsinha, sobre o peito esquerdo, um osso de um cão, outro de um gato, três folhas de arruda, três raminhos de alecrim e um alho verde.

Terá de lavar bem o corpo em cruz - desde as pontas dos dedos do pé esquerdo até às pontas dos dedos da mão direita - e das pontas dos dedos do pé direito às pontas dos dedos da mão esquerda. Com esta água, faz-se um café, para servir ao dito cujo, acompanhado de ovos fritos, partidos no "cachaço" d'ela e aparados no respectivo "traseiro".

 

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(Fonte: Etnobotânica - Plantas Bravias, Comestíveis, Condimentares e Medicinais, de José Alves Ribeiro, António Manuel Monteiro e Maria de Lurdes Fonseca da Silva, João Azevedo Editor, 2000)  

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