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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Pub Doenças e ervas medicinais (continuação)
 

Calvície - se se trata da queda do cabelo numa zona específica (peladas), ferver folhas de nogueira e lavar a cabeça com a água. Também se diz que o tabaco macerado pelo menos oito dias tem um resultado idêntico.

Cabresto (ligamento que, por baixo da língua, impede as crianças de pronunciar correctamente alguns fonemas, nomeadamente o «s») - corta-se a «veia» com a navalha de fazer a barba.

Catarro (tosse e dores nas vias respiratórias) - ferver vinho com açúcar ou com mel e bebê-lo. Sopa de frango e legumes onde se cozeu muita cebola.

 
Constipação e rouquidão - sopa de frango e muita cebola. Vinho quente com açúcar ou mel.

Coqueluche - xarope de folhas de figueira-de-inferno, de flor-de-sargaço, pinhas-bravas ou agriões.

Diabetes (insuficiência de insulina) - dar açúcar aquando das crises. Tomar onze dias chá feito de dois ramos de alecrim, raiz de salsa, cominhos, raiz de madessilva, cinco pontas de pinheiro e cinco folhas de salva fervido cinco minutos em meio litro de água e adoçado com uma colher de açúcar.

Diarreia - comer farelo. A aguardente com açúcar também é utilizada, assim como o trigo seco, o centeio, chá de marmeleiro e a água de pevides da cabaça.

Dores de dentes - para a dor de dentes o melhor remédio é o óleo de cravo-da-índia (ou o cravo esmagado). O álcool (aguardente) e o fumo de cigarro também são recomendados. Contudo, o remédio mais eficaz é lavar a raiz do dente que dói na pia da água benta da igreja.

Dores de ouvidos - fazer repousar o doente e dar leite de mulher.

Equimoses e pisaduras - aplica-se uma bebida alcoólica e a seguir emplastros (como os de papas de linhaça).

Erisipela - caracteriza-se por rubor e temperatura geralmente na cara. É contagiosa. Cura-se com o ar do lume ou colocando um emplastro muito quente.

Escrófulas e ínguas - ranhá-las até fazer sangue e aplicar um unguento especial (de alguns curandeiros) ou então uma casca de cebola embebida em azeite.

Espinhela caída - esta doença é caracterizada por uma astenia global com discurso depressivo. Colocar pimpinelas nas plantas dos pés. Untam-se os pulsos das pessoas com azeite e pendura-se numa trave ou numa porta, esfregando-a até a pessoa ficar extenuada.

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(Fonte: Medicina Popular - Ensaio de Antropologia Médica, de António Fontes e João Gomes Sanches,
Âncora Editora, Colecção "Raízes", Março de 1999)  

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