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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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JANEIRO
 
 

JANEIRO deriva do latim Jannarium, e era consagrado a Janus ou Jano, deus romano de duas cabeças, que protegia as entradas e as saídas, e que foi dotado por Saturno com a graça de conhecer, no passado e no presente, tudo o que quisesse.

Este deus que presidia ao tempo, à paz e à guerra, era representado por uma cara com duas faces: uma virada para o passado outra para o futuro. Por vezes, era representado por uma cabeça com quatro caras - as estações do ano. Era ainda representado com uma chave na mão direita e um bastão na esquerda.

Quando havia guerra, abriam-se as portas dum templo edificado em sua honra, em Roma, e só se fechavam quando os soldados regressavam. Este mantinha-se sempre fechado em tempo de paz.

Como a porta é o princípio da casa, Jano era venerado como o deus de tudo o que se inicia: da primeira hora do dia, do primeiro dia do mês, do primeiro mês do ano, etc. Era em honra desta divindade que os romanos costumavam visitar-se no primeiro dia do ano e trocarem presentes.

No primeiro calendário romano, atribuído a Rómulo, fundador de Roma, o ano tinha apenas 304 dias, divididos por 10 meses. Começava em Martius (Março) e acabava em Decembris (Dezembro). Depois, Numa Pompílio acrescentou mais dois meses, Janeiro e Fevereiro, passando para um ano de 354 dias. Janeiro era, portanto, o 11º mês desse calendário.

No ano 153 antes de Cristo o início do ano, que até então começava a 15 de Março, passou para 1 de Janeiro, em homenagem a Jano, que protegeu os romanos durante a guerra com os Celtiberos.

Em 566, no Concílio de Tours, e em 744, no Concílio de Roma, foi determinado que fossem expulsos das Igrejas os cristãos que festejassem o 1º de Janeiro com festas pagãs.

Durante este mês são costumes populares, entre outros: "Cantar os Reis" e "Cantar as Janeiras".
Adaptado de ALMANAQUE 1996 - ME/DEB e Almanaque Popular 2004

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Da natureza e efeitos do Signo do AQUÁRIO
(21 de Janeiro a 18 de Fevereiro)

Este signo é figurado por um homem recostado a um vaso de água, denotando as muitas águas e chuvas que caem. Este signo é de natureza quente e húmida, imprime calor e secura destemperada, e muito danosa, porque corrompe o ar, e assim faz dano a todas as coisas viventes e plantas.

O homem que nascer debaixo da influência deste signo, será de mediana estatura, cortez, secreto, de boas entranhas e venturoso no que empreender; denota que receberá algum golpe de ferro e perigo de água; e que terá inclinação a ir a terras estranhas, onde lhe irá melhor que na sua pátria. Denota, que se voltar, virá rico e próspero; e deve-se guardar muito de tomar paixão, porque lhe começará em demasia. Incerto quodam anno erit in dúbio vita sua. Denota-lhe também uma grave enfermidade, antes dos trinta anos, da qual, se se livrar, promete, conforme sua natureza e compleição, sessenta e oito anos de vida.

Se for fêmea denota que será muito reportada, e amiga do seu parecer, e que corre perigo de que perca tudo o que com sua indústria e trabalho tiver alcançado; e também mostra ter perigo de água, e que da mediana idade em diante passará melhor; ainda que antes dos trinta e oito anos lhe denota duas enfermidades: a primeira aos 24 anos, e a segunda aos trinta e cinco; e promete, conforme sua natureza e temperamento, oitenta e dois anos de idade.

(in “Lunário Perpétuo” – edição de 1901)

 

Da natureza e efeitos de outro Signo >>>

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