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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» Museus ou Núcleos Etnográficos / Regionais - Museu de Silgueiros - Viseu - Objectos em exposição Pub

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Objectos em exposição

»» A colher de torga
A colher é uma peça indispensável na vida do povo português. Garfo, não, que, no dizer de alguns entendidos, só chegou a Portugal aí por meados do século XVIII. E então para a gente mais modesta só foi opção muito posteriormente. Feito de ferro pelos mesmos artesãos que forjavam as diversas alfaias agrícolas, o garfo foi um luxo nos meios rurais da primeira metade do século XX.
»» Cédula particular
Durante a Primeira República, designadamente, após a entrada de Portugal na Grande Guerra, os Portugueses sofreram profunda crise económica e financeira, de tal modo séria que o Estado não dispunha sequer de meios para cunhar a moeda que havia de circular pelo nosso país.
»» A "tesoura" das luvas
As senhoras ricas para certos momentos e situações usavam luvas a condizer com o fato dos grandes dias. Para o povo simples e de mãos calejadas era uma admiração esta necessidade ou costume. Coisas de gente rica...
»» A peça da perdição
As cuecas tanto no homem como na mulher são hoje peças de uso corrente. Mas nem sempre foi assim. Durante seculos e séculos, ninguém as usou. Em Portugal, ainda não há muitos anos que esta peca era completamente desprezada, por ricos e pobres.
»» A Jarra para vinho
O vinho de que Portugal foi, desde há seculos, um grande produtor, marcou um lugar muito importante na mesa e na vida dos portugueses.
»» O avental tapa crica
O avental é uma das peças que nunca abandonavam a mulher do povo: para o trabalho, para a festa ou romaria, para a Missa, para o que fosse.
Feito no tear manual ou de pano comprado na feira ou na loja de aldeia, avental era peça comprida, campeira, útil nas mais diversas situações – escondia e protegia parte da saia, acudia aos filhos pequenos em momento de uma chuvada inesperada, limpava narizes ranhosos da criançada,...
»» A Chávena do Bigode
De longa data a barba foi a marca dos homens, principalmente dos de superior condição económica e social.
Protege do calor no Verão e do frio no Inverno, dada a característica não condutora dos pelos. Diminui o tempo necessário para a higiene diária e dá, por norma, uma importância muito particular a quem a usa. Ter barba na cara sempre foi sinónimo de honradez;
»» Furador de louça
O povo português, dadas as suas naturais dificuldades económicas, aprendeu a valorizar o seu património, poupando-o e restaurando-o até mais não poder ser: remenda o teu pano, e ele dura-te um ano; torna a remendar e ele torna a durar. Este era o princípio aceite e seguido por todos; no respeitante ao pano, aos trajes, assim como ao resto. Nunca ninguém deitou fora o que quer que fosse, porque guarda o que não presta e terás o que te é preciso.
»» Botão de unha
Os botões, fabricados hoje com os mais diversos materiais, têm duas funções: a utilitária e a decorativa. Por isso, alguns são pequenas joias pelos pormenores do fabrico, pela beleza individual, pelo que representam no contexto global do vestuário.
»» Lenço de Vénus
O lenço de assoar, uma pequena peça hoje absolutamente indispensável, tem uma longa história. E, curiosamente, durante séculos não serviu para assoar.
No tempo dos Gregos, tanto servia para assoar como de guardanapo. Os Romanos usaram-no para esconder o rosto, para proteção contra o sol, para defender a garganta contra constipações e rouquidão.
»» O banco parideiro
Logo que a mulher ficava grávida, a sabedoria popular, a crença e a tradição impunham sérios comportamentos e decisões.

A mulher grávida não podia continuar a dependurar a chave de casa na fita do avental, porque a criança poderia nascer com o desenho da chave marcado na cara.


Museu de Silgueiros>>>

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