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Ao longo do Douro, os grupos de trabalhadores tarefeiros das vindimas
deram origem às rogas — forma musical que se traduz em exibições («rusgatas»)
de terra em terra, cantando e tocando instrumentos próprios da região,
normalmente o bombo, os ferrinhos e alguns cordofones. No
Minho, existem
ainda os «Zé-Pereiras», como expressão musical ligada ao cerimonial.
Precediam procissões e animavam as festas nas vilas e aldeias. Estes
conjuntos inicialmente formados por caixas, bombos e gaitas de foles,
passaram a incluir clarinetes, caixas, bombos de dimensões mais
reduzidas e pratos. Esta nova formação é designada por charanga.
Na mesma região encontram-se Zé-Pereiras cuja constituição conta
apenas com tamborileiros de bombas e caixa, designando-se o conjunto por
Pancadaria.
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No
centro do país, Coimbra impõe-se pela música ligeira que desenvolveu,
primeiro através da viola toeira, depois pela viola, a guitarra e o
violão, utilizados nas serenatas nocturnas, acompanhando o fado, a
forma musical característica desta região. Ainda em Coimbra, é possível
encontrar a gaita de foles, que, pela mão dos gaiteiros, acompanhando o
bombo, preenche funções cerimoniais.
A
Beira Alta é servida por conjuntos musicais e instrumentais do género
das rusgas minhotas, compostos por instrumentos de tuna. Não existe
nesta região nenhum tipo de instrumentos que lhe seja próprio,
exceptuando as zonas serranas, que possuem a flauta travessa, característica
dos pastores.
A
Estremadura possui um conjunto instrumental composto por concertinas,
harmónicas e gaitas de beiços, guitarras, banjos e flautas, associados
a uma expressão musical festiva e coreográfica.
No
Ribatejo, para além da gaita de foles e tambor utilizados em cerimónias
religiosas, nomeadamente no Natal, o
fandango impõe-se como a dança típica
da região, animado por concertinas, pandeiretas e castanholas.
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