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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Minho e Douro Litoral (1)

A imagem mais corrente e divulgada do folk-lore musical minhoto e duriense é a da sua alegria, de algum modo correspondente a uma certa superficialidade.

Pensa-se só nas festas e romarias, nos trajos vistosos carregados de ouro da Senhora da Agonia. Foi esta a ideia que o turismo divulgou, o estereótipo que criou.

Mas a par de povo alegre e folgazão, o minhoto e o duriense são também extremamente trabalhadores e profundamente religiosos e daí que a sua música esteja igualmente ligada aos amanhos da terra e às práticas litúrgicas e extra-litúrgicas que o catolicismo implantou nesta região.

Há, pois, que atender a todas as componentes que constituem a diversidade e a riqueza da vida musical popular.

Ou seja, a alegria e a festa são características inquestionáveis do povo de Entre-Douro-e-Minho. Ao longo da Primavera e sobretudo do Verão sucedem-se as grandes romarias e as pequenas festas religiosas, sempre com a marca inconfundível das rusgas e das danças populares. E quem pense que já não é assim, que já se não dança nem canta espontaneamente nas romarias, vá ao S. João de Arga, à Senhora da Peneda, ao S. Bento da Porta Aberta, à Senhora do Alívio, ao Senhor da Pedra, ao S. Cosme, à Senhora da Saúde (Castelões), ao Senhor da Serra (Castelo de Paiva) e a tanta, tantas outras romarias minhotas e durienses cujas noitadas permanecem o grande centro do ludismo destes povos.

Hoje por hoje, é nessas romarias que se canta ao desafio, que se canta e baila a chula, como a que captamos na Senhora da Peneda (faixa 13 do disco). É para essas romarias que afluem as rusgas das mais variadas proveniências, nalguns casos ainda a pé. A rusga ao Senhor da Pedra (Miramar, Gaia) que escolhemos para abrir o disco, é uma das mais populares de todas as rondas ou rusgas desta região.

De entre as modas coreográficas, destaque-se a abundância de chulas, de que sobressai a duriense, de uma expressão telúrica muito forte (faixas 5 e 22), não se devendo esquecer as outras músicas bailadas características do Entre-Douro-e-Minho: a Tirana, o Malhão, o Vira, a Cana-Verde.

 

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Fonte: José Alberto Sardinha, in “Portugal – raízes musicais”, vol.1 - edição do JN (1997)

 

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