[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub  
   
»» Música Popular Tradicional Portuguesa > Trás-os-Montes e Alto Douro Pub
Pub    

 

 

Cantos Transmontanos (Continuação...)

Faixinha verde. Canção de sabor e corte trovadoresco, usada em Tuizelo como cantiga de «malhas». A melodia é um simples, mas elegante tetracorde dórico (que, descendentemente, por vezes, se transforma em jónico), com um ornato inferior na segunda menor - que, nas cadências inferiores, se converte em maior.

Li-la-ré. Originariamente decerto uma canção dançada. É utilizada para animar os compridos verões de Inverno. Curiosa a alternação da melodia vocal, sincopada (copla formada de quadras soltas, e estribilho em interjeições) com o adufe (que não desempenha um papel acompanhado, mas sim solístico), à laia de ritornello instrumental.

Valdevinos. Bela melodia, fortemente vocalizada e de sabor um tanto exótico no seu cromatismo, distribuída por duas vozes. Filia-se no famoso romance de assunto carolíngio, também conhecido por D.Beltrão, que Garret considerava «mais bonito» na versão portuguesa do que na versão espanhola, intitulada De la batalla de Roncesvalles.

Malva, malveta. Belissímo espécime de primitivo canto tetracordal, iniciado pela voz masculina, com a resposta à 5ª superior pela voz feminina. É uma cantiga de «malhas» ainda usada em Tuizelo.

A mal-casada. Cantiga de «malhas» (romance).

O Perdigão. Cantiga de «malhas». Compõe-se de coplas e estribilho cantadas (com ligeiras variantes) com a mesma solfa: uma simples, masintensa e luminosa melodia hexacordal do modo maior.

Galandum. Canção dançada da região mirandesa, de sabor profundamente arcaico. É acompanhada de tamboril, gaita de foles, flauta pastoril («fraita», em mirandês), pandeiro, pandeiretas, castanholas, conchas («carracas»), ferrinhos e assobio dento-labial.

Vinte e cinco. Um dos «llaços» ou figuras da *Dança dos Paulitos. Começa por uma espécie de apelo do bombo, destinado a congregar os bailadores, os pauliteiros (em número de dezasseis), seguido da dança, executada instrumentalmente por gaita de foles, tamboril, bombo e castanholas, a que vem juntar-se o som seco da percurssão dos próprios paulitos, atributo dos bailadores, numa curiosa e excitante polirritmia. Muito espalhada nos concelhos de Miranda, Vimioso, Mogadouro.

*Dança dos Paulitos (em que uns querem ver uma dança pírrica, outros uma dança ligada aos ritos da fecundidade) é, fora de dúvida, uma das preciosidades folclóricas de Trás-os-Montes, embora com correspondência noutros povos.

Mineta. Versão transmontana de muito espalhado romance O Cego, também conhecido sob a designação de O rei e a pastora, Aninhas. Canção usada no trabalho de fiar o  linho.

Encomendação das almas. Sobrevivência do antigo culto dos mortos, associada aos símbolos do Cristianismo, as «encomendações das almas» eram práticas religiosas muito correntes em várias províncias de Portugal. Actualmente estão em vias de desaparecer. Destinavam-se, por meio de uma oração cantada, a aliviar das suas penas as almas dos pecadores condenados ao Purgatório. Cantavam-se pela Quaresma, à meia noite, por grupos de habitantes da povoação, que percorriam as ruas e paravam nas encruzilhadas onde havia edículas de «alminhas», ou subiam aos pontos altos e daí, em voz lúgubre, faziam suas súplicas e «encomendações».

A súplica era feita não em coro mas, sim, por um homem ou por uma mulher.

Carvalhesa. Uma das três danças típicas do termo de Vinhais, composta de quatro figuras e acompanhada por gaita de foles e ferrinhos.

Ró-ró. Canção do berço, de ritmo verdadeiramente embalador. Letra em dialecto mirandês.

Redondo. Dança pastoril, executada alternadamente em «fraita» e gaita de foles.

Dá-la-don. Graciosa e ingénua cantilena de «abaular», isto é, género de diálogo cantado entre  os pastorinhos que comunicam entre si de um monte para o outro.
 

<<<Página anterior
 

Guia de Portugal, organizado por Sant'Anna Dionísio, V volume (Trás-os-Montes e Alto Douro), editado pela Fundação Calouste Gulbenkian

 
   

 

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster