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O minhoto soube aproveitar as condições do meio e fertilizar
as areias com os produtos do mar. A apanha de algas assumiu
grande importância ao longo da costa Norte. Os campos
estéreis da beira-mar foram enriquecidos com pilado –
caranguejos em cardume – e sargaço.
Hoje, com a generalização dos adubos químicos, esta
actividade está em declínio. Mas, em certos locais, a apanha
das algas tem ainda alguma importância. Em Castelo do Neiva,
nas primeiras horas da manhã, ainda é possível observar os
apanhadores de algas. O sargaço é apanhado nos meses de
Verão. Os sargaceiros entram no mar e com o redenho recolhem
as algas que estão à superfície ou submersas, junto ou
próximo da praia.
Antigamente, os
sargaceiros, antes de entrarem no mar,
envergavam branquetas, um casaco de tecido de lã, grosso e
branco, que envolve o corpo dos sargaceiros até ao joelho.
Na cintura é cingido por um cinto de couro e a parte de bai xo é rodada.
Quando o mar já não permite a apanha, os montes de algas
molhadas não transportados para os sequeiros, nas dunas, em
cestos, padiolas ou carros de mão com duas rodas. Nos
sequeiros as algas são estendidas com o auxílio do engaço –
uma espécie de ancinho.
Uma vez secas, as algas são empilhadas, formando uma
palhota. A parte superior é coberta por um telhado de duas
águas, construído com colmo. Aí ficam até serem
transportadas para os campos que vão fertilizar |