O
nascimento de um santo
Dada a sua fama de santidade, no dia da sua morte, todos queriam
fazer-se guardas dos restos mortais. As freiras Clarissas do Mosteiro
onde morreu, de acordo com os Franciscanos de Arcella, tentaram ocultar
o seu falecimento. Mas, as crianças de Arcella, ao saberem da notícia,
saíram por todos os lados a gritar: «Morreu o Santo! Morreu o padre
Santo». O povo da região acorreu todo a Arcella. Como a última vontade
do Santo tinha sido ir para Pádua, o seu corpo acabou por ser para aí
conduzido, 4 dias depois da sua morte, no dia 17 de Junho de 1231, que
era uma Terça-feira.
A
devoção por aquele homem, verdadeiramente eleito pelo Céu, era geral.
Todos queriam estar junto, tocar de alguma forma o corpo de António, já
canonizado pelo povo em vida e logo nos primeiros dias após a sua morte.
Dizem os biógrafos que os primeiros milagres surgem no dia do enterro,
em Pádua[8]. Nos dias seguintes, toda a gente se encaminha para o túmulo
do bem-aventurado António, de pés descalços, a fim de obterem graças do
céu por seu intermédio. «Acorrem os venezianos, apressam-se os
tervisinos, notam-se pessoas de Vicenza, lombardos, eslavónios, da
Aquileia, teutónicos, húngaros»[9]. Este é o primeiro mapa do culto
antoniano.
Os
populares de Pádua, representados pelas autoridades civis e religiosos,
apresentaram na Cúria Pontifícia, então em Rieti, uma delegação a pedir
a canonização do irmão António. O processo foi aberto no início de Julho
de 1231, ainda não tinha passado um mês da morte do Servo de Deus. E a
cerimónia de canonização ocorreu no dia 30 de Maio de 1232, solenidade
do Pentecostes, na catedral de Espoleto. Em menos de um ano o processo
ficou concluído[10]. O nome de António foi inscrito no catálogo dos
Santos, pela bula da canonização Cum dicat Dominus, que manda
celebrar a sua festa todos os anos, no dia 13 de Junho.
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