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A génese histórica dos Grupos Folclóricos

 

Carlos Gomes(*)

(Continuação)

Procurando de alguma forma reconstituir velhas usanças, a maior parte dos grupos folclóricos adoptaram a designação genérica de ranchos em alusão ao termo com que habitualmente se designavam os grupos de pessoas que ocasionalmente se formavam para os trabalhos da lavoura ou simplesmente para a festa ou romaria. Outros, porém, preferiram uma designação mais prosaica e escolheram o termo grupo para identificar o seu próprio rancho. Outros ainda, de mais pretensiosa, decidiram optar por designações mais pomposas como orfeão ou academia, aludindo respectivamente a Orfeu e à escola fundada por Platão. Em todo o caso e quaisquer que sejam as designações com que se apresentam, trata-se de uma forma de associativismo popular com a finalidade de preservar e divulgar os usos e costumes das gentes que representam.

Actualmente, os grupos folclóricos legalmente constituídos sob a forma de associações ou integrando estas, reproduzem normas de funcionamento que foram legadas ao associativismo em geral pelo espírito revolucionário de uma época. Os seus próprios estatutos constituem em grande medida uma réplica das constituições maçónicas cuja arquitectura foi também reproduzida na constituição política do país desde 1822. A própria exigência de um proponente para apresentação do novo associado, a exposição numa vitrina da sua ficha de admissão e a obrigação do pagamento de uma jóia constituem alguns dos rituais legados pela maçonaria que deixaram de fazer sentido para o associativismo popular nos tempos que correm. Porém, permanecem pela força da tradição e de um certo desconhecimento relativamente às suas origens.

A edição da Ilustração Portugueza de 1906 dava conta de um “Grupo de lavradeiras do Minho, que tomaram parte no sarau da Sociedade de Geographia, em honra dos congressistas”.


(*) Jornalista, Licenciado em História


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